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Bem-vindo ao
site de Tormentas, o primeiro
“vin de garage” ou “vinho
de autor” elaborado no Brasil sob um método
100% artesanal e totalmente original: até
as bagas são separadas dos cachos manualmente,
uma por uma. Abre-se um novo capítulo na
história da vitivinicultura brasileira.
Uma gradual revolução ocorre em
alguns dos nossos melhores vinhedos, e os conceitos
e preconceitos sobre o vinho nacional devem ser
urgentemente revistos.
Entusiasta acerca desta nobre causa, Marco
Danielle, artista-vinhateiro e criador de Tormentas,
convida à leitura de sua aventura enológica,
tratada no “Livro de Tormentas”,
sugerindo-a a todos quantos possam interessar-se
no tema do vinho em geral, e no problema do
vinho brasileiro em particular.
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Bastando desejar
e poder despender o valor correspondente, hoje
temos no Brasil, mais ou menos disponíveis,
todos os bons, excelentes, e grandes vinhos do
mundo, com preços para todos os bolsos.
Por que então preocupar-se em elaborar
um grande vinho brasileiro?
A auto-estima é uma boa razão:
imaginemo-nos recebendo uma visita estrangeira
incluindo um connaisseur em vinhos.
Um governante representando um estado; uma missão
diplomática; um executivo em negócios,
ou simplesmente um amigo especial. Suponhamos
que para honrar o visitante, queiramos oferecer
um grande vinho. Então ofereceríamos
um Château d’Yquem ou um
Château Pétrus, franceses,
para demonstrar o requinte do gosto brasileiro?
Ou um escuro, amadeirado e alcoólico
californiano ao gosto de Parker, para lembrar
que acompanhamos as tendências da moda
e orgulhamo-nos de viver no mesmo continente
da grande potência americana? Ou quem
sabe ainda, sendo mais humildes, quase bairristas,
serviríamos um premium argentino
ou chileno, ou um Tannat uruguaio, para deixar
claro que bem perto do Rio grande do Sul nossos
vizinhos elaboram magníficos vinhos?
Todas essas possibilidades soam impróprias
a um país ensolarado, com belas regiões
de clima temperado. Vivemos no Brasil e precisamos
honrar o que é nosso, fazendo sempre
mais e melhor. Nenhum connaisseur que
se preze vai cruzar oceanos para provar os vinhos
que possui em casa; em melhor estado e a melhores
preços.
Nada mais excitante que descobrir o sabor de
uma terra através de seus melhores vinhos,
que quando grandiosos e verdadeiros, irão
expressar sensações únicas,
irreproduzíveis em qualquer outro lugar
do planeta. Isso se chama “tipicidade”.
Se à tipicidade somar-se originalidade,
através de distintas e consistentes propostas
de elaboração, teremos então
um dos mais fascinantes apelos do vinho.
A nossa tipicidade pode ser maravilhosa, dependendo
da seriedade e dos objetivos de quem conduz
os vinhedos e elabora os vinhos. Fomos muito
prejudicados, ao longo de nossa história
vitivinícola, de um lado pela falta de
refinamento cultural da média dos consumidores,
e de outro pela busca do lucro fácil
- quando não pela falta de seriedade,
mesmo, dos produtores, que por longa data nivelaram
o vinho brasileiro por baixo.
Felizmente este triste quadro está mudando
radicalmente, e bons exemplos vêm aos
poucos surgindo, demonstrando que podemos elaborar
excelentes vinhos em solo pátrio. Tormentas
é prova de que podemos não apenas
elaborar bons vinhos no Brasil, mas elevar o
vinho brasileiro ao Estado da Arte.
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Por que a qualidade
dos tintos brasileiros é em geral tão
baixa, quando temos condições de
produzir vinhos tão bons quanto outros
países do mundo vitivinícola internacional?
Bem, em parte pela imobilidade das entidades
representativas do setor, passivas frente aos
atos e omissões de um governo que, por
um lado, inflige ao vinho impostos extorsivos
que restringem o consumo, e por outro evade-se
de uma fiscalização e punição
efetiva voltada a critérios de pureza
e qualidade, restando indiferente à adoção
de uma política séria de demarcação
e proteção de denominações
de origem, bem como à instituição
de parâmetros rígidos, bem definidos
e fiscalizados, no que tange aspectos como a
quantidade máxima de produção
por planta; o sistema de condução
do vinhedo, e o uso efetivo do Laboratório
de Referência Enológica da Secretaria
da Agricultura para coibir violentamente as
fraudes, e não somente para identificá-las
e apontá-las amistosamente aos fraudadores
sem recolher os produtos fraudulentos das prateleiras.
Não bastando, a mais recente ação
governamental em relação ao vinho
é a ameaça iminente de restringir-se
ainda mais o fomento ao consumo, incluindo-o
na campanha antialcoolismo na pior contramão
da história, quando jamais os médicos
e a medicina foram tão unânimes
acerca dos efeitos positivos do consumo racional
de vinho. Por outro lado, a maior parte do vinhedo
brasileiro é conduzido pelo sistema arcaico
de “latadas”, priorizando a quantidade
em detrimento da qualidade, o que gera uma matéria-prima
insípida e ácida. Vinhos assim
obtidos, “maquiados” por aditivos
enológicos, estão competindo em
pé de igualdade com outros provenientes
de vinhedos em espaldeira e similares, sistemas
que limitam a produção em prol
da qualidade. O consumidor, quando escolhe,
pouco ou nada sabe a respeito. Estas e outras
questões são abordadas no inquieto
“Livro de Tormentas”
(Edições da Pluma Negra;
2005; 48 páginas; R$ 30,00; remessa gratuita).
É difícil compreender completamente
o valor de Tormentas sem algumas
informações muito particulares
presentes no “Livro de Tormentas”.
Edição esmerada quanto ao texto
e qualidade das imagens, em impressão
couché luxo ilustrada com mais
de 50 fotografias profissionais e artísticas;
é leitura indispensável ao acervo
cultural do enófilo aberto à investigação
dos erros e acertos de quem ousa refletir sobre
a questão, aprofundando os conhecimentos
sobre o tema a partir de um prisma subjetivo
e inusitado: os meandros do mundo do vinho desnudados
sem tabus, ou “tudo que você sempre
quis saber sobre os bastidores de um ateliê
do vinho mas não tiveram coragem de lhe
dizer”.
Leitura obrigatória aos sommeliers
brasileiros de carreira; profissionais das áreas
de alta-gastronomia e cerimoniais; hotelaria
e afins; comerciantes de vinho; enfim, toda
e qualquer pessoa interessada em aguçar
a compreensão e os conceitos sobre a
requintada cultura enológica e adquirir
uma visão mais clara sobre o vinho brasileiro,
o “Livro de Tormentas”
representa um verdadeiro manifesto contra a
vulgarização do vinho, denunciando
ferozmente as fraudes, manipulações,
e uso de aditivos e conservantes, e ao mesmo
tempo alertando, protegendo e informando esse
diferenciado segmento do público consumidor,
fraternalmente denominado “confraria dos
apreciadores de grandes vinhos”. Entenda-se
por grande vinho antes de tudo um vinho honesto.
O texto do livreto visa não somente
expor, com clareza e honestidade, os detalhes
de elaboração de um esmerado vinho
de autor, o Tormentas, mas
ao mesmo tempo usar esse exemplo para o resgate
do conceito de vinho brasileiro, bem como inspiração
para o resgate do valor cultural, histórico,
e social dos vinhos verdadeiros e dos grandes
vinhos, em sua nobre missão de expressar
e representar o território, sob a tese
de que os mercenários, os falsários
e os fazedores de maus vinhos não apenas
terminam por corromper o próprio nome,
mas comprometem o futuro de toda uma região
sob mesma denominação geográfica,
e, por extensão, a imagem do país
no mercado vinícola internacional.
Texto contagiante da primeira à última
frase, o “Livro de Tormentas”
foge dos clichês e do lugar-comum dos
manuais sobre vinhos, não repetindo,
em hipótese alguma, informações
redundantes sobre temperatura de serviço,
sugestões de harmonizações
gastronômicas e outras lições
elementares. Pelo contrário, trata-se
de um depoimento apaixonado do próprio
autor de Tormentas, também
redator profissional e fotógrafo, voltado
ao apreciador avançado, compartilhando
em detalhe a experiência de elaborar com
as próprias mãos, em seu ateliê
de criação, o melhor vinho possível
- ou um verdadeiro “vinho obra de arte”.
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Diretamente pelo
e-mail tormentas@tormentas.com.br
ou pelo telefone (54) 91 05 07 12.
Tratando-se de um vinho raro, concebido com os
cuidados manuais de uma verdadeira produção
de arte e produzido em diminuta quantidade, Tormentas
não está disponível no mercado
convencional, devendo ser encomendado diretamente
no ateliê de elaboração. Cada
garrafa é cuidadosamente lacrada com cera*,
que serve ao mesmo tempo como proteção
suplementar à rolha e selo característico
do produto, devendo chegar a seu destino inviolada.
Sendo frutos de elaborações naturais,
praticamente isentas de conservantes, os vinhos
de Marco Danielle devem ser armazenados e transportados
como qualquer vinho superior: protegidos de agressões
de calor, luz, e solavancos. A aquisição
direta junto à fonte é a garantia
de que Tormentas e os demais
vinhos do ateliê chegarão às
mãos do apreciador em perfeitas condições,
em seus plenos potenciais expressivos.
* O lacre de cera sobre a rolha pode não
acompanhar todos os produtos, representando uma
segurança adicional às garrafas
dos vinhos mais valiosos da griffe.
Ver: Cuidados
com a temperatura durante o transporte
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PREFÁCIO
Personalidade multidisciplinar e multitalentosa,
Marco Danielle (Caxias do Sul, 1966) domina
a arte de fotografar com a mesma paixão
que elabora seu “vinho de autor”,
o Tormentas, e com a mesma
eloqüência que constrói frases
precisas – quer em ensaios literários;
quer como redator profissional. Em Paris, teve
suas fotos artísticas publicadas e distribuídas
por lojas especializadas em reproduções
de arte, ao lado do trabalho de fotógrafos
legendários como Cartier-Bresson e Man
Ray. Formado em Comunicação Social,
escreve profissionalmente com a mesma desenvoltura
que opera complexas câmaras de estúdio
em fotos publicitárias. Mestre do ofício,
não abre mão de revelar ele mesmo
as suas fotografias.
Numa impressão de luxo, acompanham este
texto mais de 50 fotos profissionais de grande
qualidade, entre ensaios de estúdio acerca
do vinho e imagens artísticas retratando
as paisagens e os vinhedos de Encruzilhada do
Sul, terroir de Tormentas.
Além da apresentação de
Tormentas como prelúdio
de uma nova era da nossa história vitivinícola,
questiona-se aqui a “indústria
do vinho”, abrindo o debate sobre alguns
tabus e aspectos obscuros da vinicultura massificada,
trazidos à luz pela demonstração,
em contraponto, da simplicidade e pureza com
que nasce um vinho verdadeiro, e como este,
e somente assim, pode se traduzir num grande
vinho. Mais que uma resposta àqueles
que, como ele, chegaram a desacreditar de esperar
da nossa terra grandes “caldos”,
o presente texto não apenas aponta esse
preconceito como equivocado (o bom vinho depende
mais da probidade do homem do que da qualidade
da terra) quanto é leitura obrigatória
aos interessados no assunto além da superfície
– fartos das abordagens de sempre dos
manuais de rotina. Igualmente cansado destes,
bem como das fraudes e nebulosidade em torno
do tema, Marco Danielle fez Tormentas
com as próprias mãos, com o perfeccionismo
obsessivo que lhe é característico,
e com a paixão de quem concebe uma verdadeira
obra de arte, esperando compartilhá-lo
com amigos que, a seu modo, apreciam os grandes
vinhos com um respeito quase litúrgico.
Desejamos profundamente que essa experiência,
aqui revelada a partir dos bastidores, com transparência
e sem rodeios, lhes possa ser útil de
alguma forma.
O Editor
APRESENTAÇÃO
(PALAVRAS DO AUTOR)
Um grande vinho deve encantar. Ao gesto de
desarrolhar a garrafa deve se seguir uma experiência
única de fascínio e encantamento,
capaz de arrebatar simultaneamente cada um dos
cinco sentidos e ir além, perpassando
os domínios do imaginário rumo
a paragens mais vastas e mais distantes, perdidas
em algum ponto na fronteira das sensações
humanas onde convergem corpo, mente e espírito
em absoluta sinergia, adentrando os suntuosos
portais de ouro e granito do reino chamado...
Prazer.
Prazer é o termo que traduz o espírito
de Tormentas melhor que nenhum
outro. E foi pensando em seu prazer que o texto
a seguir foi escrito, inferindo-se que o comprador
de Tormentas não é
um simples consumidor, assim como Tormentas
não é um simples vinho. Tão
complexo quanto o próprio Tormentas,
imagina-se seu apreciador como um exigente connaisseur;
alguém que já sabe quase tudo
que se possa saber sobre vinhos – embora
o que há de mais fascinante é
justo a inesgotabilidade do assunto. Não
há regras absolutas, e redundam no erro
aqueles que insistem em decretá-las:
nada é mais idiossincrásico que
o vinho e os modos de apreciá-lo e percebê-lo.
O aprendizado jamais tem fim, assim como o tema.
Daí o desafio de transpor o lugar-comum
dos clichês para retomar a abordagem da
matéria trazendo à luz alguns
tabus e facetas mais obscuras da arte de vinificar,
em detrimento de considerações
elementares que ao connaisseur soariam, na melhor
hipótese, redundantes. Pela natureza
específica da proposta de Tormentas,
impossível apresentá-lo e explicá-lo
sem terminar por responder “algumas coisas
que você sempre quis saber sobre vinho
mas não tiveram coragem de lhe dizer”.
Sendo assim, preferiu-se aqui abrir os bastidores
de um vinho de autor, em todas suas nuances
e detalhes de elaboração. Frank
Lloyd Wright entre tantas coisas disse que “Deus
está no detalhe”. E é justo
uma minuciosa soma de detalhes que faz de Tormentas
um caldo único dentro da categoria dos
vinhos raros. Impossível dissimular certa
emoção e orgulho ao discorrer
sobre essa verdadeira obra de arte engarrafada:
Tormentas abre um novo capítulo
na história da vitivinicultura brasileira,
não apenas por suas particularidades
de elaboração mas, principalmente,
pela matéria-prima da qual provém.
Jamais antes se chegou a um nível tal
de excelência na viticultura nacional.
Tormentas representa um expoente
desta conjunção de fatores positivos.
Bem-vindo ao meio dos conhecedores de Tormentas!
Bem vindo à confraria dos apreciadores
de grandes vinhos!
Marco Danielle
artista-vinhateiro
autor de Tormentas
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- Mais
importantes diferenciais de elaboração:
Jamais a viticultura brasileira chegou a tal nível
de excelência. Jamais nossa matéria-prima
foi tão perfeita, e jamais um vinho fino
foi feito com tanto esmero, 100% isento de aditivos
e concebido artesanalmente: cachos selecionados
manualmente no vinhedo e desgranados manualmente
no ateliê, baga por baga, com seleção
visual e completa eliminação dos
cabos e frutos ruins. Transporte do mosto por
gravidade (sem bomba), e remontagens manuais.
Tormentas representa o expoente
de uma combinação de fatores positivos
jamais antes alcançada no Brasil.
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A versão
Tormentas Premium necessita de
3 Kg de uvas por garrafa, enquanto o normal de
qualquer vinho seria 1,5 Kg. Isto porque, em sua
elaboração, 50% da parte líquida
é separarada (“maceração
a seco” ou concentrada), no objetivo de
concentrar qualidades aromáticas e enriquecer
as extrações frutadas.
É o primeiro lote descubado, extraído
sem prensagem. Apresenta-se como um vinho único,
inconfundível com qualquer outro de qualquer
parte: aveludado, cremoso, de uma expressividade
sutil e um final longo e marcante, refletindo
a tipicidade única de Encruzilhada do
Sul em suas melhores safras. As notas mais marcantes
são fruta e especiarias, e o maior traço
de originalidade deve-se à ausência
de prensagem somada ao desengace manual, traduzindo-se
em taninos prematuramente macios e sensações
de fruta muito madura. Sem dúvida, uma
expressão atípica e surpreendente
das variedades utilizadas. Como disse Steven
Spurrier sobre o Tormentas 2004,
uma “finíssima expressão
de Cabernet Sauvignon” ; “impressionante”.
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A versão
Tormentas Secundo representa
uma relação normal (não concentrada)
de matéria-prima por garrafa: 1,5 Kg de
uvas. Também configura uma elaboração
singular, muito semelhante à do Valpolicella
Ripasso: o vinho de base é adicionado à
rica massa não prensada que originou a
versão Premium, resultando no aporte de
substâncias fenólicas, estrutura,
aroma e sabor.
Apresenta-se com características organolépticas
muito semelhantes à versão Premium,
porém com menos concentração
e uma matiz de cor levemente diferente, de um
vermelho-rubi um pouco menos intenso e sem as
notas violáceas da versão Premium.
Enquanto a versão Premium traz fruta
e especiarias, aqui temos fruta e notas florais.
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Cabernet Sauvignon
2005 supertardia (75%) & Alicante Bouschet 2006
(25%) |
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Apenas 1.400 garrafas
produzidas:
R$ 58,00 (unidade)
; |
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Minimus Anima é um
vinho de autor concebido artesanalmente por
Marco Danielle exatamente como o Tormentas,
dentro dos mesmos parâmetros de elaboração:
terroir, vinhedo, e método de vinificação.
Exceto que, enquanto Tormentas
é um millésime, representando
em 100% uma safra específica, Minimus
Anima aceita o corte entre safras distintas
(sempre especificadas). Em função
de certos caprichos da Natureza nem todas as
vindimas são iguais, e sempre que determinada
safra fugir ao estilo de Tormentas,
mesmo mantendo um padrão alto de qualidade,
Minimus Anima será lançado
em seu lugar. Por exemplo, no caso do Minimus
Anima 2005, a colheita propositalmente
tardia da Cabernet Sauvignon de Encruzilhada
sofreu sobrematuração em excesso
e botritização parcial, gerando
um vinho licoroso excessivamente doce e macio,
de baixa acidez e rico teor alcoólico,
fugindo ao estilo de Tormentas.
Cortando-o com a excelente Alicante Bouschet
da safra 2006, em menor proporção,
conseguiu-se o equilíbrio desejado e
o resultado é um vinho encantador, de
grande originalidade e tipicidade, e ótima
relação custo/benefício.
Tendo seu nome inspirado no conceito de pureza
de composição, despojamento e
linearidade da Arte Minimalista, Minimus
Anima 2005 é um vinho autêntico,
100% natural, despido da maquiagem dos aditivos
e manipulações enológicas,
concebido sob a mesma proposta de transparência
e purismo minimalista que caracteriza todos
os demais vinhos assinados por Marco Danielle.
No paladar, caracteriza-se pelo contraste entre
o sabor adocicado de mel, frutas secas e passas
da Cabernet Sauvignon supertardia colhida em
vias de passerização e o impacto
de frutas vermelhas silvestres frescas e agradavelmente
ácidas da Alicante Bouschet, que confere
ao corte estrutura e tanicidade.
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Na elaboração
de Tormentas e Minimus
Anima não só os cachos
são selecionados e colhidos manualmente
no vinhedo, como divulgam alguns vinhos superiores,
mas cada grão de uva é posteriormente
retirado dos cabos à mão. Não
existe absolutamente nenhum vinho fino no mundo
feito com tal dedicação - de que
se tenha notícia -, à exceção
do Tokai húngaro. Ainda assim, no caso
do Tokai apenas parcialmente, posto que só
as bagas botritizadas (ditas “aszú”)
são retiradas manualmente dos pedúnculos.
O resultado final é igualmente único,
e os reflexos desta técnica artesanal sobre
o produto resultante são evidentes, traduzindo-se
basicamente em maciez e refinamento, e explicados
detalhadamente no "Livro de Tormentas".
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Pela primeira vez encontram-se
em um terroir vitícola brasileiro as
condições necessárias a
colheitas tardias, em que a maturação
dos frutos pode ser puxada ao extremo nas safras
mais favoráveis, de forma a obter-se
uvas muito doces, propícias às
ricas extrações frutadas típicas
do estilo dos vinhos que exploram concentração,
grau alcoólico mais elevado, e notas
de geléias, passas e frutas secas.
Tal conjunção de fatores positivos
é possível em Encruzilhada do
Sul pela relativa aridez, típica da região,
combinando baixa pluviometria a um clima temperado
por verões quentes e invernos rigorosamente
frios, e amplitude térmica garantida
por uma razoável altitude - fatores mais
do que conhecidos como elementares à
elaboração de bons vinhos. Vê-se
na foto um cacho de Cabernet Sauvignon já
em processo de passerização, com
alta concentração de açúcar,
na vindima 2005 de Encruzilhada. Este cacho
em passas entrou na composição
do Minimus Anima 2005. Na Serra
Gaúcha, por exemplo, é mais provável
que uvas deixadas no pé em geral apodreçam
antes de passerizar, devido ao excesso de umidade
e maior incidência de chuvas.
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Observações
Gerais:
Vinhos
de “vinicultura radical”, 100% naturais
(sem aditivos);
Elaboração por desengace manual das bagas;
Uvas de Encruzilhada do Sul-RS, exclusivamente;
Caixas (6 unidades) têm desconto e remessa é
gratuita
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Livro
de Tormentas
Edições da Pluma Negra
2005
48 páginas
R$ 30,00 (remessa gratuita)
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Safra
2004:
Tormentas Premium
Cabernet Sauvignon
Disponível sob consulta
Dados
Enológicos
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Safra
2005:
Minimus Anima
Cabernet Sauvignon tardia
+ Alicante Bouschet
Disponível em novembro de 2006
R$ 58,00 (un.)
Dados
Enológicos |
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Safra
2006:
Tormentas Merlot + Tannat
Tormentas Pinot Noir +Alicante
Disponíveis em 2007 e 2008
Tormentas Pinot Noir tardia
(vinho de guarda) Disponível
em 2010
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