Entre em Contato! HOME Álbum
 
 
     
  Apresentação  
  A importância do surgimento de grandes vinhos brasileiros  
  Por que a qualidade dos tintos brasileiros em geral é baixa?  
  Como e onde adquirir Tormentas e o “Livro de Tormentas”  
  Leia os extratos:
O prefácio e a apresentação do "Livro de Tormentas"

 
  Informacões básicas sobre Tormentas  
  O requinte de um Tormentas Premium  
  Sobre Tormentas Secundo  
  Lançamento:
MINIMUS ANIMA 2005
 
  Algumas fotos do “Livro de Tormentas”  
     
 
       
 
Steven Spurrier, célebre expoente da crítica enológica internacional, editor da Decanter Magazine inglesa (a mais famosa revista de vinhos do mundo), confere 90 pontos para Tormentas, que define como “impressionante”; “excelente”, “finíssima expressão de Cabernet Sauvignon”; e comenta aqui, em detalhe, este vinho de autor.  
 
Peter Thustrup, grande personagem internacional do mundo do vinho, dono da “Vins Rares Peter Thustrup” em Paris, marchand e fabuloso colecionador de vinhos raros, verdadeira legenda dos grandes leilões e arremates e experiente degustador de vinhos históricos, define Tormentas como “um vinho autêntico, complexo e longo na boca. Um vinho de grande qualidade, agradável, com certo potencial de envelhecimento. Muita fruta e belo equilíbrio.” Veja aqui mais detalhes da prova.  
 
   
 
Se você é daqueles que vêem no vinho algo capaz de transcender a própria substância e pairar na esfera do mágico e do poético, fundindo-se com o universo da arte; da literatura; das aventuras e histórias de vida... irá por certo apreciar muito esta crônica sobre Peter Thustrup pelo jornalista americano Peter Hellman.  
 
   
 
Encontrando o maior importador francês de vinhos, Claude Gilois (dono da Vins du Monde), e Peter Thustrup, em Paris.  
       
 
Tormentas, the great wine from Brazil – Presentation in English  
       
 
Tormentas, le grand vin du Brésil – Présentation en Français  
       
 
O Jornal Vinho & Cia, presente na apresentação conjunta de Tormentas & Lidio Carraro para a Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo, define Tormentas 2004 em poucas palavras: “Elegância e maciez extrema”. Veja aqui maiores informações sobre o evento.  
       
 
Ficha técnica Tormentas 2004  
       
 
O dilema elegância x concentração – nota ao apreciador  
       
 
Cuidados com a temperatura durante o transporte  
       
 
Um justo tributo a Mondovino  
 
 
 

 
Bem-vindo ao site de Tormentas, o primeiro “vin de garage” ou “vinho de autor” elaborado no Brasil sob um método 100% artesanal e totalmente original: até as bagas são separadas dos cachos manualmente, uma por uma. Abre-se um novo capítulo na história da vitivinicultura brasileira. Uma gradual revolução ocorre em alguns dos nossos melhores vinhedos, e os conceitos e preconceitos sobre o vinho nacional devem ser urgentemente revistos.

Entusiasta acerca desta nobre causa, Marco Danielle, artista-vinhateiro e criador de Tormentas, convida à leitura de sua aventura enológica, tratada no “Livro de Tormentas”, sugerindo-a a todos quantos possam interessar-se no tema do vinho em geral, e no problema do vinho brasileiro em particular.

 
 
 
 

 
Bastando desejar e poder despender o valor correspondente, hoje temos no Brasil, mais ou menos disponíveis, todos os bons, excelentes, e grandes vinhos do mundo, com preços para todos os bolsos. Por que então preocupar-se em elaborar um grande vinho brasileiro?

A auto-estima é uma boa razão: imaginemo-nos recebendo uma visita estrangeira incluindo um connaisseur em vinhos. Um governante representando um estado; uma missão diplomática; um executivo em negócios, ou simplesmente um amigo especial. Suponhamos que para honrar o visitante, queiramos oferecer um grande vinho. Então ofereceríamos um Château d’Yquem ou um Château Pétrus, franceses, para demonstrar o requinte do gosto brasileiro? Ou um escuro, amadeirado e alcoólico californiano ao gosto de Parker, para lembrar que acompanhamos as tendências da moda e orgulhamo-nos de viver no mesmo continente da grande potência americana? Ou quem sabe ainda, sendo mais humildes, quase bairristas, serviríamos um premium argentino ou chileno, ou um Tannat uruguaio, para deixar claro que bem perto do Rio grande do Sul nossos vizinhos elaboram magníficos vinhos?

Todas essas possibilidades soam impróprias a um país ensolarado, com belas regiões de clima temperado. Vivemos no Brasil e precisamos honrar o que é nosso, fazendo sempre mais e melhor. Nenhum connaisseur que se preze vai cruzar oceanos para provar os vinhos que possui em casa; em melhor estado e a melhores preços.

Nada mais excitante que descobrir o sabor de uma terra através de seus melhores vinhos, que quando grandiosos e verdadeiros, irão expressar sensações únicas, irreproduzíveis em qualquer outro lugar do planeta. Isso se chama “tipicidade”. Se à tipicidade somar-se originalidade, através de distintas e consistentes propostas de elaboração, teremos então um dos mais fascinantes apelos do vinho.

A nossa tipicidade pode ser maravilhosa, dependendo da seriedade e dos objetivos de quem conduz os vinhedos e elabora os vinhos. Fomos muito prejudicados, ao longo de nossa história vitivinícola, de um lado pela falta de refinamento cultural da média dos consumidores, e de outro pela busca do lucro fácil - quando não pela falta de seriedade, mesmo, dos produtores, que por longa data nivelaram o vinho brasileiro por baixo.

Felizmente este triste quadro está mudando radicalmente, e bons exemplos vêm aos poucos surgindo, demonstrando que podemos elaborar excelentes vinhos em solo pátrio. Tormentas é prova de que podemos não apenas elaborar bons vinhos no Brasil, mas elevar o vinho brasileiro ao Estado da Arte.

 
 
 
 

 
Por que a qualidade dos tintos brasileiros é em geral tão baixa, quando temos condições de produzir vinhos tão bons quanto outros países do mundo vitivinícola internacional?

Bem, em parte pela imobilidade das entidades representativas do setor, passivas frente aos atos e omissões de um governo que, por um lado, inflige ao vinho impostos extorsivos que restringem o consumo, e por outro evade-se de uma fiscalização e punição efetiva voltada a critérios de pureza e qualidade, restando indiferente à adoção de uma política séria de demarcação e proteção de denominações de origem, bem como à instituição de parâmetros rígidos, bem definidos e fiscalizados, no que tange aspectos como a quantidade máxima de produção por planta; o sistema de condução do vinhedo, e o uso efetivo do Laboratório de Referência Enológica da Secretaria da Agricultura para coibir violentamente as fraudes, e não somente para identificá-las e apontá-las amistosamente aos fraudadores sem recolher os produtos fraudulentos das prateleiras. Não bastando, a mais recente ação governamental em relação ao vinho é a ameaça iminente de restringir-se ainda mais o fomento ao consumo, incluindo-o na campanha antialcoolismo na pior contramão da história, quando jamais os médicos e a medicina foram tão unânimes acerca dos efeitos positivos do consumo racional de vinho. Por outro lado, a maior parte do vinhedo brasileiro é conduzido pelo sistema arcaico de “latadas”, priorizando a quantidade em detrimento da qualidade, o que gera uma matéria-prima insípida e ácida. Vinhos assim obtidos, “maquiados” por aditivos enológicos, estão competindo em pé de igualdade com outros provenientes de vinhedos em espaldeira e similares, sistemas que limitam a produção em prol da qualidade. O consumidor, quando escolhe, pouco ou nada sabe a respeito. Estas e outras questões são abordadas no inquieto “Livro de Tormentas” (Edições da Pluma Negra; 2005; 48 páginas; R$ 30,00; remessa gratuita).

É difícil compreender completamente o valor de Tormentas sem algumas informações muito particulares presentes no “Livro de Tormentas”. Edição esmerada quanto ao texto e qualidade das imagens, em impressão couché luxo ilustrada com mais de 50 fotografias profissionais e artísticas; é leitura indispensável ao acervo cultural do enófilo aberto à investigação dos erros e acertos de quem ousa refletir sobre a questão, aprofundando os conhecimentos sobre o tema a partir de um prisma subjetivo e inusitado: os meandros do mundo do vinho desnudados sem tabus, ou “tudo que você sempre quis saber sobre os bastidores de um ateliê do vinho mas não tiveram coragem de lhe dizer”.

Leitura obrigatória aos sommeliers brasileiros de carreira; profissionais das áreas de alta-gastronomia e cerimoniais; hotelaria e afins; comerciantes de vinho; enfim, toda e qualquer pessoa interessada em aguçar a compreensão e os conceitos sobre a requintada cultura enológica e adquirir uma visão mais clara sobre o vinho brasileiro, o “Livro de Tormentas” representa um verdadeiro manifesto contra a vulgarização do vinho, denunciando ferozmente as fraudes, manipulações, e uso de aditivos e conservantes, e ao mesmo tempo alertando, protegendo e informando esse diferenciado segmento do público consumidor, fraternalmente denominado “confraria dos apreciadores de grandes vinhos”. Entenda-se por grande vinho antes de tudo um vinho honesto.

O texto do livreto visa não somente expor, com clareza e honestidade, os detalhes de elaboração de um esmerado vinho de autor, o Tormentas, mas ao mesmo tempo usar esse exemplo para o resgate do conceito de vinho brasileiro, bem como inspiração para o resgate do valor cultural, histórico, e social dos vinhos verdadeiros e dos grandes vinhos, em sua nobre missão de expressar e representar o território, sob a tese de que os mercenários, os falsários e os fazedores de maus vinhos não apenas terminam por corromper o próprio nome, mas comprometem o futuro de toda uma região sob mesma denominação geográfica, e, por extensão, a imagem do país no mercado vinícola internacional.

Texto contagiante da primeira à última frase, o “Livro de Tormentas” foge dos clichês e do lugar-comum dos manuais sobre vinhos, não repetindo, em hipótese alguma, informações redundantes sobre temperatura de serviço, sugestões de harmonizações gastronômicas e outras lições elementares. Pelo contrário, trata-se de um depoimento apaixonado do próprio autor de Tormentas, também redator profissional e fotógrafo, voltado ao apreciador avançado, compartilhando em detalhe a experiência de elaborar com as próprias mãos, em seu ateliê de criação, o melhor vinho possível - ou um verdadeiro “vinho obra de arte”.

 
 
 
 

 
Diretamente pelo e-mail tormentas@tormentas.com.br ou pelo telefone (54) 91 05 07 12.

Tratando-se de um vinho raro, concebido com os cuidados manuais de uma verdadeira produção de arte e produzido em diminuta quantidade, Tormentas não está disponível no mercado convencional, devendo ser encomendado diretamente no ateliê de elaboração. Cada garrafa é cuidadosamente lacrada com cera*, que serve ao mesmo tempo como proteção suplementar à rolha e selo característico do produto, devendo chegar a seu destino inviolada. Sendo frutos de elaborações naturais, praticamente isentas de conservantes, os vinhos de Marco Danielle devem ser armazenados e transportados como qualquer vinho superior: protegidos de agressões de calor, luz, e solavancos. A aquisição direta junto à fonte é a garantia de que Tormentas e os demais vinhos do ateliê chegarão às mãos do apreciador em perfeitas condições, em seus plenos potenciais expressivos.
* O lacre de cera sobre a rolha pode não acompanhar todos os produtos, representando uma segurança adicional às garrafas dos vinhos mais valiosos da griffe.
Ver: Cuidados com a temperatura durante o transporte

 
 
 

 
PREFÁCIO

Personalidade multidisciplinar e multitalentosa, Marco Danielle (Caxias do Sul, 1966) domina a arte de fotografar com a mesma paixão que elabora seu “vinho de autor”, o Tormentas, e com a mesma eloqüência que constrói frases precisas – quer em ensaios literários; quer como redator profissional. Em Paris, teve suas fotos artísticas publicadas e distribuídas por lojas especializadas em reproduções de arte, ao lado do trabalho de fotógrafos legendários como Cartier-Bresson e Man Ray. Formado em Comunicação Social, escreve profissionalmente com a mesma desenvoltura que opera complexas câmaras de estúdio em fotos publicitárias. Mestre do ofício, não abre mão de revelar ele mesmo as suas fotografias.

Numa impressão de luxo, acompanham este texto mais de 50 fotos profissionais de grande qualidade, entre ensaios de estúdio acerca do vinho e imagens artísticas retratando as paisagens e os vinhedos de Encruzilhada do Sul, terroir de Tormentas.

Além da apresentação de Tormentas como prelúdio de uma nova era da nossa história vitivinícola, questiona-se aqui a “indústria do vinho”, abrindo o debate sobre alguns tabus e aspectos obscuros da vinicultura massificada, trazidos à luz pela demonstração, em contraponto, da simplicidade e pureza com que nasce um vinho verdadeiro, e como este, e somente assim, pode se traduzir num grande vinho. Mais que uma resposta àqueles que, como ele, chegaram a desacreditar de esperar da nossa terra grandes “caldos”, o presente texto não apenas aponta esse preconceito como equivocado (o bom vinho depende mais da probidade do homem do que da qualidade da terra) quanto é leitura obrigatória aos interessados no assunto além da superfície – fartos das abordagens de sempre dos manuais de rotina. Igualmente cansado destes, bem como das fraudes e nebulosidade em torno do tema, Marco Danielle fez Tormentas com as próprias mãos, com o perfeccionismo obsessivo que lhe é característico, e com a paixão de quem concebe uma verdadeira obra de arte, esperando compartilhá-lo com amigos que, a seu modo, apreciam os grandes vinhos com um respeito quase litúrgico. Desejamos profundamente que essa experiência, aqui revelada a partir dos bastidores, com transparência e sem rodeios, lhes possa ser útil de alguma forma.

O Editor

APRESENTAÇÃO (PALAVRAS DO AUTOR)

Um grande vinho deve encantar. Ao gesto de desarrolhar a garrafa deve se seguir uma experiência única de fascínio e encantamento, capaz de arrebatar simultaneamente cada um dos cinco sentidos e ir além, perpassando os domínios do imaginário rumo a paragens mais vastas e mais distantes, perdidas em algum ponto na fronteira das sensações humanas onde convergem corpo, mente e espírito em absoluta sinergia, adentrando os suntuosos portais de ouro e granito do reino chamado... Prazer.

Prazer é o termo que traduz o espírito de Tormentas melhor que nenhum outro. E foi pensando em seu prazer que o texto a seguir foi escrito, inferindo-se que o comprador de Tormentas não é um simples consumidor, assim como Tormentas não é um simples vinho. Tão complexo quanto o próprio Tormentas, imagina-se seu apreciador como um exigente connaisseur; alguém que já sabe quase tudo que se possa saber sobre vinhos – embora o que há de mais fascinante é justo a inesgotabilidade do assunto. Não há regras absolutas, e redundam no erro aqueles que insistem em decretá-las: nada é mais idiossincrásico que o vinho e os modos de apreciá-lo e percebê-lo. O aprendizado jamais tem fim, assim como o tema. Daí o desafio de transpor o lugar-comum dos clichês para retomar a abordagem da matéria trazendo à luz alguns tabus e facetas mais obscuras da arte de vinificar, em detrimento de considerações elementares que ao connaisseur soariam, na melhor hipótese, redundantes. Pela natureza específica da proposta de Tormentas, impossível apresentá-lo e explicá-lo sem terminar por responder “algumas coisas que você sempre quis saber sobre vinho mas não tiveram coragem de lhe dizer”.

Sendo assim, preferiu-se aqui abrir os bastidores de um vinho de autor, em todas suas nuances e detalhes de elaboração. Frank Lloyd Wright entre tantas coisas disse que “Deus está no detalhe”. E é justo uma minuciosa soma de detalhes que faz de Tormentas um caldo único dentro da categoria dos vinhos raros. Impossível dissimular certa emoção e orgulho ao discorrer sobre essa verdadeira obra de arte engarrafada: Tormentas abre um novo capítulo na história da vitivinicultura brasileira, não apenas por suas particularidades de elaboração mas, principalmente, pela matéria-prima da qual provém. Jamais antes se chegou a um nível tal de excelência na viticultura nacional. Tormentas representa um expoente desta conjunção de fatores positivos.

Bem-vindo ao meio dos conhecedores de Tormentas!
Bem vindo à confraria dos apreciadores de grandes vinhos!

Marco Danielle
artista-vinhateiro
autor de Tormentas

 


 
 

 
- Mais importantes diferenciais de elaboração:
Jamais a viticultura brasileira chegou a tal nível de excelência. Jamais nossa matéria-prima foi tão perfeita, e jamais um vinho fino foi feito com tanto esmero, 100% isento de aditivos e concebido artesanalmente: cachos selecionados manualmente no vinhedo e desgranados manualmente no ateliê, baga por baga, com seleção visual e completa eliminação dos cabos e frutos ruins. Transporte do mosto por gravidade (sem bomba), e remontagens manuais. Tormentas representa o expoente de uma combinação de fatores positivos jamais antes alcançada no Brasil.
 
 
 
 

 
A versão Tormentas Premium necessita de 3 Kg de uvas por garrafa, enquanto o normal de qualquer vinho seria 1,5 Kg. Isto porque, em sua elaboração, 50% da parte líquida é separarada (“maceração a seco” ou concentrada), no objetivo de concentrar qualidades aromáticas e enriquecer as extrações frutadas.

É o primeiro lote descubado, extraído sem prensagem. Apresenta-se como um vinho único, inconfundível com qualquer outro de qualquer parte: aveludado, cremoso, de uma expressividade sutil e um final longo e marcante, refletindo a tipicidade única de Encruzilhada do Sul em suas melhores safras. As notas mais marcantes são fruta e especiarias, e o maior traço de originalidade deve-se à ausência de prensagem somada ao desengace manual, traduzindo-se em taninos prematuramente macios e sensações de fruta muito madura. Sem dúvida, uma expressão atípica e surpreendente das variedades utilizadas. Como disse Steven Spurrier sobre o Tormentas 2004, uma “finíssima expressão de Cabernet Sauvignon” ; “impressionante”.

 
 
 
 

 
A versão Tormentas Secundo representa uma relação normal (não concentrada) de matéria-prima por garrafa: 1,5 Kg de uvas. Também configura uma elaboração singular, muito semelhante à do Valpolicella Ripasso: o vinho de base é adicionado à rica massa não prensada que originou a versão Premium, resultando no aporte de substâncias fenólicas, estrutura, aroma e sabor.

Apresenta-se com características organolépticas muito semelhantes à versão Premium, porém com menos concentração e uma matiz de cor levemente diferente, de um vermelho-rubi um pouco menos intenso e sem as notas violáceas da versão Premium. Enquanto a versão Premium traz fruta e especiarias, aqui temos fruta e notas florais.

 
 
 

 

 
Cabernet Sauvignon 2005 supertardia (75%) & Alicante Bouschet 2006 (25%)
 
Apenas 1.400 garrafas produzidas:
R$ 58,00 (unidade) ;
 

Minimus Anima é um vinho de autor concebido artesanalmente por Marco Danielle exatamente como o Tormentas, dentro dos mesmos parâmetros de elaboração: terroir, vinhedo, e método de vinificação. Exceto que, enquanto Tormentas é um millésime, representando em 100% uma safra específica, Minimus Anima aceita o corte entre safras distintas (sempre especificadas). Em função de certos caprichos da Natureza nem todas as vindimas são iguais, e sempre que determinada safra fugir ao estilo de Tormentas, mesmo mantendo um padrão alto de qualidade, Minimus Anima será lançado em seu lugar. Por exemplo, no caso do Minimus Anima 2005, a colheita propositalmente tardia da Cabernet Sauvignon de Encruzilhada sofreu sobrematuração em excesso e botritização parcial, gerando um vinho licoroso excessivamente doce e macio, de baixa acidez e rico teor alcoólico, fugindo ao estilo de Tormentas. Cortando-o com a excelente Alicante Bouschet da safra 2006, em menor proporção, conseguiu-se o equilíbrio desejado e o resultado é um vinho encantador, de grande originalidade e tipicidade, e ótima relação custo/benefício. Tendo seu nome inspirado no conceito de pureza de composição, despojamento e linearidade da Arte Minimalista, Minimus Anima 2005 é um vinho autêntico, 100% natural, despido da maquiagem dos aditivos e manipulações enológicas, concebido sob a mesma proposta de transparência e purismo minimalista que caracteriza todos os demais vinhos assinados por Marco Danielle. No paladar, caracteriza-se pelo contraste entre o sabor adocicado de mel, frutas secas e passas da Cabernet Sauvignon supertardia colhida em vias de passerização e o impacto de frutas vermelhas silvestres frescas e agradavelmente ácidas da Alicante Bouschet, que confere ao corte estrutura e tanicidade.

 
 
 

 
 
Na elaboração de Tormentas e Minimus Anima não só os cachos são selecionados e colhidos manualmente no vinhedo, como divulgam alguns vinhos superiores, mas cada grão de uva é posteriormente retirado dos cabos à mão. Não existe absolutamente nenhum vinho fino no mundo feito com tal dedicação - de que se tenha notícia -, à exceção do Tokai húngaro. Ainda assim, no caso do Tokai apenas parcialmente, posto que só as bagas botritizadas (ditas “aszú”) são retiradas manualmente dos pedúnculos. O resultado final é igualmente único, e os reflexos desta técnica artesanal sobre o produto resultante são evidentes, traduzindo-se basicamente em maciez e refinamento, e explicados detalhadamente no "Livro de Tormentas".
 
 
 
Pela primeira vez encontram-se em um terroir vitícola brasileiro as condições necessárias a colheitas tardias, em que a maturação dos frutos pode ser puxada ao extremo nas safras mais favoráveis, de forma a obter-se uvas muito doces, propícias às ricas extrações frutadas típicas do estilo dos vinhos que exploram concentração, grau alcoólico mais elevado, e notas de geléias, passas e frutas secas.

Tal conjunção de fatores positivos é possível em Encruzilhada do Sul pela relativa aridez, típica da região, combinando baixa pluviometria a um clima temperado por verões quentes e invernos rigorosamente frios, e amplitude térmica garantida por uma razoável altitude - fatores mais do que conhecidos como elementares à elaboração de bons vinhos. Vê-se na foto um cacho de Cabernet Sauvignon já em processo de passerização, com alta concentração de açúcar, na vindima 2005 de Encruzilhada. Este cacho em passas entrou na composição do Minimus Anima 2005. Na Serra Gaúcha, por exemplo, é mais provável que uvas deixadas no pé em geral apodreçam antes de passerizar, devido ao excesso de umidade e maior incidência de chuvas.

 
 
Observações Gerais:

Vinhos de “vinicultura radical”, 100% naturais (sem aditivos);
Elaboração por desengace manual das bagas;
Uvas de Encruzilhada do Sul-RS, exclusivamente;
Caixas (6 unidades) têm desconto e remessa é gratuita

 
Livro de Tormentas
Edições da Pluma Negra
2005
48 páginas
R$ 30,00 (remessa gratuita)
Comprar
 
Safra 2004:
Tormentas Premium
Cabernet Sauvignon

Disponível sob consulta
Dados Enológicos
Consultar
 
Tormentas Secundo
Cabernet Sauvignon

Disponível
R$ 79,00 (un.)
Dados Enológicos
Comprar
 
Safra 2005:
Minimus Anima
Cabernet Sauvignon tardia
+ Alicante Bouschet

Disponível em novembro de 2006
R$ 58,00 (un.)
Dados Enológicos
Comprar
 
Safra 2006:
Tormentas Merlot + Tannat
Tormentas Pinot Noir +Alicante

Disponíveis em 2007 e 2008
Tormentas Pinot Noir tardia
(vinho de guarda) Disponível em 2010

   
 
     
Desenvolvido por Vinícius Augusto Zanesi